sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

fora de mim.

Ando mesmo, completamente, fora de mim. Acho que já nem me conheço, perguntaram-me já se sou a mesma, e eu respondi : sim, sou eu mesma.
E sou, eu mesma, mas talvez, mais revoltada, sim revoltada com o mundo, com a vida. Não percebo as escolhas de alguma pessoas, não percebo as atitudes, demasiados porquês, pouquíssimas respostas. Talvez, fora de mim, talvez confusa.

Queria que fosse tudo normal, queria que fosse tudo fácil e que tudo fizesse sentido, mas pensando melhor, acho que secalhar a vida deixaria de ter aquela "pica". Mas quem se importa com isso? Eu pessoalmente, quero lá saber.
Queria alguém, alguém que me pudesse explicar o que aconteceu, para ter tudo mudado assim, tão repentinamente, é estranho, muito estranho.

Já pensei que talvez de agora ter aberto um bocado os olhos para a realidade, secalhar foi disso, pois.
E no outro dia, li uma cena na net que dizia assim : "Com o tempo, tu vais percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, tu precisas, em primeiro lugar, de não precisar dela. Percebe também que aquele alguém que tu amas (ou achas que amas) e que não quer nada contigo, definitivamente não é o "tal" o "alguém" da tua vida. Tu aprendes a gostar de ti, a cuidar de ti e, principalmente, a gostar de quem gosta de ti. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até ti. No final de contas, tu vais achar não quem estavas á procura, mas quem te procurava! " de William Shakespeare, sim vá, adoro o home e o que ele diz aqui é bem verdade. Mas não só, afinal, não vim aqui para falar dos meus problemas amorosos, vim sim para desabafar um pouco, não só para quem estiver a ler, mas pronto para exprimir um pouco do que sinto.
Revoltada, deprimida, traída, chateada, mal tratada, nervosa, assustada, farta, sinto-me assim, revoltada com tudo, deprimida, traída por alguns que julgava amigos, chateada e mal tratada por me magoarem, nervosa e assustada por poder vir a perder quem menos quero, farta de ser g-o-z-a-d-a, não aquele gozar do género daquelas pessoas que se acham superiores a tudo e todos que gozam com os mais betos e marrões, como aparece nos livros e nos filmes e, muitas vezes na realidade, mas sim o de fazerem-me parva ao ponto de me fazerem acreditar em mentiras e, depois rirem-se de mim, farta disso. Acho que chega.
Estou-me a marimbar para tudo, fora de mim, repito, fora de mim .