Vou-vos contar uma história:No outro dia estava na rua, vi milhares de pessoas, a rirem-se, a serem felizes, e depois, numa esquina, numa escadaria, uma rapariga sentada, a chorar. Chorava e chorava mais e mais, não sabia se havia de ir lá falar com ela para a tentar ajudar, ou se me ia embora e simplesmente a deixava ali, claro que eu, fui lá e falei com a rapariga.
Perguntei-lhe se estava bem, (que pergunta mais estúpida, se ela estava naquele estado, evidente que estava uma lástima), claro que me respondeu que não, claro que quis saber o que se passava, deixei-a desabafar. "O rapaz mais perfeito que conheço, dizia que me amava, e até hoje fez-me acreditar nisso, e não foi por ele me dizer isso que sei, teve de ser um amigo, como sempre. Mas eu amo-o e mais uma vez caí na mesma coisa.", do que percebi entre os soluços, foi isto que ela disse. Mas que mundo é este? Pois, um mundo frio, e por certo onde vivemos, que sítio mais triste, maior tristeza.
Mas não são todos assim, mas não desculpemos todos.
Pelo que essa rapariga falou, ama-o tanto, que era capaz de por as mãos no fogo por ele, ama-o tanto que é capaz de se humilhar por ele (isto já não é humilhação que chegue?), porque é que mentiu? Olha eu sei bem, porque é nada mais que um cabrão.
Ela chorou por ele noites seguidas, desejou tê-lo ao pé dela, e que ele a amasse, quis passar os melhores momentos com ele.
Foi sincera, nunca lhe escondeu nada e ao contrário dele, quando ela dizia que o amava, não era por dizer. Amava-o mesmo, e ainda ama.
E sabem quem era esta menina? Era eu.